Tá doendo mais do que eu sou capaz de suportar.É uma dor tal qual não sou capaz de descrever.
Percebo que nas duas primeiras frases escritas julgo-me incapaz de suportar os fardos que são impostos.
Ninguém jamais me perguntou se sou feliz.Nunca pude responder que não.
Jamais em todo o tempo em que passo por essa medocre vida me senti assim como me sinto agora.
Estranho saber que tudo parece glichê e que talvez seja.Mesmo não deixando de ser real.
Tenho medo de me sentir assim para sempre.Tenho medo de não me controlar chorar.Teho medo de não ter lágrimas para chorar.Tenho medo de que os motivos de choro jamais cessem.Tenho medo de ficar sozinha.
Tenho nojo e repúdio essa humanidade desumana e mediocre.Como diria Cecilia Meirelles~"Não merecemos a morte porque criamos a guerra."
Não somos merecedores da grandeza de Deus.Dessa natureza Genuinamente Divina.
Jamais seremos capazes de entender os mistérios de Deus.Que Ele nos abençoe para que no fim não pequemos e desejemos saber mais do que nos é permitido.
Sinto que a incredulidade cresce em mim.Já não posso controlar.As palavras saem sem que eu as possa deter.
Penso e logo eixo de ser.Sou e logo deixo de pensar.
Cansei na verdade.
Não estou mais a fim de escrever, então não escrevo.
domingo, 12 de outubro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Perfil[AmOo esse]
yeah, yeah, yeah°°°
http://www.youtube.com/watch?v=5apBPucWk64
"Como se eu estivesse fora do movimento da vida.A vida rolando por aí feito Roda-Gigante,com todo mundo dentro,e eu aqui parada, pateta,sentada no bar.Sem fazer nada,como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros.A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante.Você tem um passe para a roda gigante,uma senha, um código,sei lá.Você fala qualquer coisa tipo bá,por exemplo,então o cara deixa você entrar,sentar e rodar junto com os outros.Mas eu fico sempre do lado de fora.Aqui parada,sem saber a palavra certa,sem conseguir adivinhar.
Olhando de fora,a cara cheia,louca de vontade de estar lá,rodando junto com eles nessa roda idiota - tá me entendendo garotão?
Nada,você não entende nada.Levanta não,te pago outra vodka quer,quer?Só pra deixar eu falar mais na roda.A roda?Não sei se é você que escolhe,não.Já viu gente morta,boy?É feio,boy.A morte é meio feia,muito suja,muito triste.Queria eu tanto ser assim delicada e poderosa...Uma mesa, um cinzeiro,um prato vazio.Uma coisa sem nada dentro.Que nem casca de amendoim jogada na areia,é assim que a gente fica quando morre,viu,boy?
Fissura,estou ficando tonta.Essa roda girando girando sem parar.Olha bem:quem roda nela?As mocinhas que querem casar,os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro,os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro,mas segurando umas.Estar fora da roda é não segurar nehuma,não querer nada.
Feito eu: não seguro picas, não quero ninguém. Nem você. Quero não, boy. Se eu quiser, posso ter. Afinal, trata-se apenas de um cheque a menos no talão, mais barato que um par de sapatos. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar.
Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar.
Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi.
Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo.
Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor.
Cuidado, comigo: um dia encontro.
Só por ele, por esse que ainda não veio, te deixo essa grana agora, precisa troco não, pego a minha bolsa e dou a fora já. Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas. envenenam a si próprias com loucas fantasias.
Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada."
Trechos de Dama da Noite[Caio Fernando Abreu]
in
http://www.youtube.com/watch?v=5apBPucWk64
"Como se eu estivesse fora do movimento da vida.A vida rolando por aí feito Roda-Gigante,com todo mundo dentro,e eu aqui parada, pateta,sentada no bar.Sem fazer nada,como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros.A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante.Você tem um passe para a roda gigante,uma senha, um código,sei lá.Você fala qualquer coisa tipo bá,por exemplo,então o cara deixa você entrar,sentar e rodar junto com os outros.Mas eu fico sempre do lado de fora.Aqui parada,sem saber a palavra certa,sem conseguir adivinhar.
Olhando de fora,a cara cheia,louca de vontade de estar lá,rodando junto com eles nessa roda idiota - tá me entendendo garotão?
Nada,você não entende nada.Levanta não,te pago outra vodka quer,quer?Só pra deixar eu falar mais na roda.A roda?Não sei se é você que escolhe,não.Já viu gente morta,boy?É feio,boy.A morte é meio feia,muito suja,muito triste.Queria eu tanto ser assim delicada e poderosa...Uma mesa, um cinzeiro,um prato vazio.Uma coisa sem nada dentro.Que nem casca de amendoim jogada na areia,é assim que a gente fica quando morre,viu,boy?
Fissura,estou ficando tonta.Essa roda girando girando sem parar.Olha bem:quem roda nela?As mocinhas que querem casar,os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro,os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro,mas segurando umas.Estar fora da roda é não segurar nehuma,não querer nada.
Feito eu: não seguro picas, não quero ninguém. Nem você. Quero não, boy. Se eu quiser, posso ter. Afinal, trata-se apenas de um cheque a menos no talão, mais barato que um par de sapatos. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar.
Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar.
Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi.
Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo.
Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor.
Cuidado, comigo: um dia encontro.
Só por ele, por esse que ainda não veio, te deixo essa grana agora, precisa troco não, pego a minha bolsa e dou a fora já. Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas. envenenam a si próprias com loucas fantasias.
Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada."
Trechos de Dama da Noite[Caio Fernando Abreu]
in
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Eu sou esquentada, impulsiva, orgulhosa e intensa. Mandona também. Gosto de cheiros. Tenho voz de cantora lésbica de MPB. Adoro meias. Quanto mais cor, melhor. Sou caprichosa e caprichada. Música mexe comigo. Gosto especialmente das que são sentimento e não só melodia, das que falam comigo, pra mim e por mim. Livros me alimentam. Sou curiosa.Gosto de dirigir. E dirijo bem. Melhor que muito homem.Sou indisciplinada. Gosto de fazer o que me dá prazer.E só.Sou inconstante. Posso mudar de brava pra carinhosa ou sedutora em um estalar de dedos.Gosto de observar as pessoas. As do meu convívio menos do que as que não pertencem a ele. Não há coisa melhor (mentira. Há sim) que sentar numa praça ou num café com um bom Hornby nas mãos e/ou um caderno e lápis e observar as pessoas daquele ambiente. Analisá-las. Às vezes escrever sobre elas. Às vezes desenhá-las.Gosto de cerveja e gosto de futebol. E apesar da voz ser de lésbica, a preferência sexual não o é.Gosto excessivamente de loucuras. Cometo poucas.Quando estou feliz, sou doce. Incondicionalmente doce. Meu aperto de mão é firme. Gosto de olhar dentro dos olhos. E não confio em alguém que não me olhe no olho. Não gosto de café. Não insista.Eu falo demais. Falo rápido e às vezes incessantemente. Nesse último caso, pode apostar que estou nervosa.Romântica admitida. Permanentemente.P.S.: Gosto de advérbios.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
.jpg)
Hoje as coisas do passado me pertubamainda mais.Tive uma vontadeenormede socar a cara da Ariane quando ela começou com todo aquele blábláblá (Pedro).
Isso além de me irritar,me faz perceber o quão injusta ele tah sendo.
Me fez pensar pakas no Zé Mongo outra vez.Não seimesmo como explicar,sei somente que não sei como controlar as lembranças na memória me perseguem e insistem em invalidar qualquer tentativa de esquecimento.Penso e as vezes quase acredito que tudo poderia dar certo entre nós em um passado longiquo.
Poxa,hoje tive uma vontade enorme de fugir para bem longe daqui.Vontade de deixar tudo e todos para trás.Hoje faz um calor quase que sufocante.Só não mais sufocante que a Redação onde o personagem de Caio Fernando Abreu em Onde Andará Dulce Veiga.
Talvez amanhã eu transcreva algus fragmentos do livro.
O livro é realmente muito bom.Adorei.Na verdade a leitura de Caio é sempre surpreendente e prazerosa.
Acabo de ler O Assassinato de Roger Ackroyd [Agatha Christie].Final bacana.Não é o melhor dela.Mas o enredo prende o leitor e isso é bom .
Na verdade acho que é isso ou disso que estou precisando agora algo que prenda minha atenção.Algo que me remeta ao futuro não ao passado.Algo que me liberte de vicios antigos,de histórias estagnadas,de desejos ocultos e sentimentos secretos.
Nossa isso tudo é tão ficcicionalmente ridículo!!!
Me surpreendo com a minha negligência textual.
ontem assisti C.Q.C!Loko!!A Ariane não curte muito não;mas a minha irmã Agatha tá começando a gostar do programa.Achei bacana,è um programa inteligentemente divertido.Diversão Semanal.
Estava muito,muito a fim de ir na 20° Bienal Internacional Do Livro.Queria ir no sabádo que passou.Não fui.Pretendo(digo pretendo,pois só vou se encontrar companhia)ir na quinta-feira,lí no blog do Rafael Cortez que ele estará por lá pra divulgação de seu audio-livro sobre a vida e a obra de Machado de Assis.Pretendo também adquirir um exemplar de seu livro.Suponho que seja de uma leveza textual compatível aos seus trabalhos como ator,jornalísta e músico.
Já estava desanimada por não etr idono sabádo na Bienal que por acaso gostaria muito de ter pego um autógrafo do André Vianco.Mas como sempre o "Atual" me surpreende.
Obrigada a inteligência de homens como Rafael Cortez.A criatividade de André Vianco e ao Divino Dom de autores?Escritores?Não.
Pessoas.Gênios(pq não)como Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu.
Ao escrever tudo isso minh´alma acalmou-se.
Não definível.Não explicável.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Fragmentos Do Blog de Clarah Averbuck
''porto alegre, fumacinha saindo da boca, silêncio em um quarto que nunca foi meu e uma irritação na garganta que nada tem a ver com o frio..."
"cuyaba, uma milhão de graus. o calor distorce o caminho e os mosquitos me devoram. já estou quase acostumando. quase gostando. no sebo da rua antônio maria encontrei um livro de uma escritora gaúcha que fugiu para o uruguay chamada carmen da silva. o livro é sangue sem nome e é demais, demais, demais. soco na boca, fogo nas entranhas, fenômeno sem nome na lombada por R$ 6 em um sebo sem pechichas."
''cuyaba, uma eletricidade no ar, uma vontade de me deixar levar pelo que não conhecia há tempos, mais ou menos 1600 quilômetros de estrada e na volta a gente joga o jogo, toma umas e se entende como der.
a vida parece que anda ficando boa de novo."
"cuyaba, uma milhão de graus. o calor distorce o caminho e os mosquitos me devoram. já estou quase acostumando. quase gostando. no sebo da rua antônio maria encontrei um livro de uma escritora gaúcha que fugiu para o uruguay chamada carmen da silva. o livro é sangue sem nome e é demais, demais, demais. soco na boca, fogo nas entranhas, fenômeno sem nome na lombada por R$ 6 em um sebo sem pechichas."
''cuyaba, uma eletricidade no ar, uma vontade de me deixar levar pelo que não conhecia há tempos, mais ou menos 1600 quilômetros de estrada e na volta a gente joga o jogo, toma umas e se entende como der.
a vida parece que anda ficando boa de novo."
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http://adioslounge.blogspot.com/
Acabo de ler alguns trechos do meu diário do ano de 2.007.Cara isso é realmente muito estranho!Tipo relembrar e sentir mais uma vez coisas que já passaram e que jamais se repetiram.
2.007 foi mesmo um ano de muitas experiências,de muitas descobertas.Morar com a minha vó foi muito bacana.Hoje percebo que tudo faz parte de uma aprendizagem,sou feliz por saber disso e por ter tido a sorte de encontrar tantas pessoas bacanas no meu caminho.
Ao ler aquele diário,notei que tive sim muitos altos e baixos,mas notei tmb que tudo me serviu de lição.
Parada agora na frente de uma tela me perguntando de que adianta repitir tudo o que todos já sabem.
Eu o amava.Amava muito.Puts...Até o dia 30 de setembro a unica pessoa que de fato me interessava era o Sr. Go(meu Zé Mongo).
Confesso que hoje ao ver uma foto sua (na verdade ele estava em 2° plano),mas ao vê-lo naquela foto,sentimentos repitiram-se por dentro de mim.Como algo que não se explica mais uma vez penso em um cara que vai casar,num cara que siquer sabe que eu o amo,ou o amava(quem sabe).
"Sinto falta de coisas que perdi,do lugar onde eu nasci e do colégio que estudei..."
Nossa ainda me surpreendo comigo mesma.Não sabia que tudo isso ainda estava aqui dentro.
Devo ser uma ótima atriz mesmo.Como diz Clarice:"é dificil ser duas:uma para os outros,uma pra você..."
Hoje é um dia em que coisas do passado me fazem recuar.
Fatos(rotineiros.Corriqueiros.Triviais)
Ontem não fiu para a igreja.Tava brava com a minha mãe e quis descontar,achando que isso atingisse.Se atingiu?Não sei.
O Anderson veio pra cá ontem.Conversamos pakas ,passamos a tarde inteira conversando com o Duh.
Não fui no curso no sab. , não fui pra Bienal.Não fui na festa do Ithallo.Na real,pensei que fosse ficar meio tristinha por não ter realizado nenhum dos meus objetivos no sab.,mas não.Foi tudo tranquilo.
Isso me acalma e lentamente vai ocupando a minha mente com preocupações inatas.
Tento me expressar.tento me libertar.Tento entender.Tento não querer entender.Tento te amar.tento novamente sentir,seja qual for o sentimento.Tento.
Supondo o errado me deixa feliz,me traz uma alegria aprazível.Seja qual for o motivo de toda essa nostalgica alegria,eu me sinto assim como uma princesa do mistério intacto.
É impossível me decifrar,quase que paro de respirar.Quase paro.
"Só porque viver não é relatável. Viver não é vivível.Terei que criar a vida. E sem mentir. Criar sim,mentir não. Criar não é imaginação, é correr o granderisco de se ter a realidade." (Clarice Lispector)
Sim.Como em muitas vezes disse ao longo do ano que se passou em meu diário:Não que faça muita diferença.Isso já não importa!
Me asustei com a quantidade de frases como essas,
O que não importa?
O que todos pensam?o que eu julgo sentir?Ou o que eu julgava?
O que ele sentia?Ou o que ele não sentia?
Sei lá !!!
2.007 foi mesmo um ano de muitas experiências,de muitas descobertas.Morar com a minha vó foi muito bacana.Hoje percebo que tudo faz parte de uma aprendizagem,sou feliz por saber disso e por ter tido a sorte de encontrar tantas pessoas bacanas no meu caminho.
Ao ler aquele diário,notei que tive sim muitos altos e baixos,mas notei tmb que tudo me serviu de lição.
Parada agora na frente de uma tela me perguntando de que adianta repitir tudo o que todos já sabem.
Eu o amava.Amava muito.Puts...Até o dia 30 de setembro a unica pessoa que de fato me interessava era o Sr. Go(meu Zé Mongo).
Confesso que hoje ao ver uma foto sua (na verdade ele estava em 2° plano),mas ao vê-lo naquela foto,sentimentos repitiram-se por dentro de mim.Como algo que não se explica mais uma vez penso em um cara que vai casar,num cara que siquer sabe que eu o amo,ou o amava(quem sabe).
"Sinto falta de coisas que perdi,do lugar onde eu nasci e do colégio que estudei..."
Nossa ainda me surpreendo comigo mesma.Não sabia que tudo isso ainda estava aqui dentro.
Devo ser uma ótima atriz mesmo.Como diz Clarice:"é dificil ser duas:uma para os outros,uma pra você..."
Hoje é um dia em que coisas do passado me fazem recuar.
Fatos(rotineiros.Corriqueiros.Triviais)
Ontem não fiu para a igreja.Tava brava com a minha mãe e quis descontar,achando que isso atingisse.Se atingiu?Não sei.
O Anderson veio pra cá ontem.Conversamos pakas ,passamos a tarde inteira conversando com o Duh.
Não fui no curso no sab. , não fui pra Bienal.Não fui na festa do Ithallo.Na real,pensei que fosse ficar meio tristinha por não ter realizado nenhum dos meus objetivos no sab.,mas não.Foi tudo tranquilo.
Isso me acalma e lentamente vai ocupando a minha mente com preocupações inatas.
Tento me expressar.tento me libertar.Tento entender.Tento não querer entender.Tento te amar.tento novamente sentir,seja qual for o sentimento.Tento.
Supondo o errado me deixa feliz,me traz uma alegria aprazível.Seja qual for o motivo de toda essa nostalgica alegria,eu me sinto assim como uma princesa do mistério intacto.
É impossível me decifrar,quase que paro de respirar.Quase paro.
"Só porque viver não é relatável. Viver não é vivível.Terei que criar a vida. E sem mentir. Criar sim,mentir não. Criar não é imaginação, é correr o granderisco de se ter a realidade." (Clarice Lispector)
Sim.Como em muitas vezes disse ao longo do ano que se passou em meu diário:Não que faça muita diferença.Isso já não importa!
Me asustei com a quantidade de frases como essas,
O que não importa?
O que todos pensam?o que eu julgo sentir?Ou o que eu julgava?
O que ele sentia?Ou o que ele não sentia?
Sei lá !!!
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